Chuva, chove
musica meu pranto
inquieta, me move
aquieta meu canto
acalanto
em desencanto.
Chuva, acalma
que nada
lava a minh'alma
me desaba
que eu sou casa
pré-fabricada
na beirada
do barranco
em preto e branco
esperando o sopro
da natureza
me fazer escopo
de toda a dureza
necessária ou não
represália do cão...
Vem, chuva
me leva
me dá teu voto
de minerva
e me apaga de vez
que eu sou sol rabiscado
naquela calçada
da sete dois
faz isso agora
sem demora
e me (dis)seca depois.
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