Saudade tua
me invade à lua
do teu carinho
teu aninho
do meu peito
teu ninho
do breu
nem tão breu
nem tão meu
nem tão teu
é céu vão
de estrelas
explosão
de centelhas
sem a manta
azul escura
de tantos
entrecochados
de pernas
e braços
e ternos
abraços
sem cura
sem teu calor
devagar
com o andor
que meu amor
é do teu ar
é tua pinta
pontuando
meu olhar
acentuando
o tear
das linhas
escritas minhas
e tuas curvas
nuas, turvas
da vista embaçada
de suor
dos óculos
largados
do calor
desfoco
despreocupado
do teu corpo
no meu
que é teu
barroca
dança
que me mata
chibata
alcança
a falta
que tu
morena
me faz
noite
e dia
e jaz
meu sono
e despertar
morte
e vida
se é que eu posso
engolir o caroço
da fruta estragada
que deixei, mofada
e de vida
esse viver
descabido
chamar.
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