Taciturno sigo, não sei
Não sei se sei, o porquê
Se apenas por não saber,
Ou por saber e, aí sim, discordar(ei).
Adjetivo de pouco uso, confuso
Também nesse estado pouco ando, mas ando.
Acho até que sei, sim
E até concordo, mas discordo
Em partes, como (quase) tudo
Tudo que parece e não é, mas parece e é, sei que é (às vezes).
Divaguei, divagando, nas palavras flutuantes
Cheguei, chegando, a lugar algum, mas só aqui, ou adiante (?).
É de vagar, devagar, divagando, de vagão em vagão,
ResponderExcluirQue me faço homem.
Feito planta em temporal, completamente atemporal,
Que não sabe o quanto, mas o tempo faz.
Que não sabe o tanto, mas que o vento traz.
É de viajar, e de ver e de andar, sem prumo e sem lugar,
Que me faço outro.
Feito homem ocidental, sem luz no topo do crânio.
Que não sabe o pranto, mas que se derrama em dor.
Que não vê o sol, mas sente na alma o calor.
É de não saber, e de querer, mais do que o corpo aguenta,
Mais do que a mente sana, que a dor ensina, que o sangue ferva.
É de não ser senão estar.
É de olhar sem foco, sem tato e sem gosto definido.
É de não amar os sinos, aprender os ritos e queimar as vestes.
É por tudo isso, por todo esse nada, solidificado,
Que me faço traço, que me faço verso.
Que me levo a sério na grande piada do universo.
Outro cão, outra noite de trago e de calçada suja.
De carne fria e gordura, de cervejas quentes abertas a dente.
De passado vindo a tona com suas mulheres nuas.
Outras histórias que não serão contadas, banhadas a álcool e cana.
Tilintantes, incompletas, perfeitas se vividas ao contrário.
De ponta cabeça, como se sente o bêbado ao deitar-se na cama.
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Abraço, meu velho!
Bah, mas que baita texto!
ExcluirJá era um teu, ou tu leu o meu e veio vindo à cabeça?
Muito bom.
Abração, meu velho!
É antigo, 2011 ou 2012 eu acho. Mas quando li o teu me lembrei dele. Deu até um alívio notar as semelhanças, não sou o único maluco no mundo. rsrsrs Abraço, massa votar a ler o teu blog.
ExcluirÉ antigo, 2011 ou 2012 eu acho. Mas quando li o teu me lembrei dele. Deu até um alívio notar as semelhanças, não sou o único maluco no mundo. rsrsrs Abraço, massa votar a ler o teu blog.
ExcluirAbraço tua inquietante poesia, meu nobre amigo!
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