Ela te chama
e finge que te ama
na verdade nada
é mesmo descarada
lembra que tu existe
fala no diminutivo
pergunta como tá
dá o despiste
e antes de responder
já pede um favor
e se tu não pode
já se perde o amor
é uma querida
idealizou uma vida
vou entrar na onda
dos diminutivos dela
idealizou a vidinha
e faz de tudo pra tê-la
ou só a metade
pois a outra pede
pra miga fazer
ela não tem idade
pra ser o que é
ou o que quer ser
ela não sabe nada
do mundo
da vida
do que veio depois
dos tempos da mãe
e essa é outra
um nojo de gente
tal qual serpente
ataca e mente
mas se acha a tal
e deu presentinho
todo bonitinho
com dedicatória
mas não agora
pois já não gosta
hoje aposta
na decoreba sintática
e na cara deslavada
"simpática"
e desabafa no querido diário
aberto a todos
menos a quem tentou
fazer de otária
só que esta, é amada
por tantos
e é tão boa
que não se abala
está cercada de amor
que ela mesma plantou
fantasiada de joaninha
ou desconstruindo
os paradigma tudo
e amando
os bichinhos
e a todos
os que merecem
e os que não
e eu, ao natural
como a vida quer
e costuma me levar
esqueci que falava
do mal
pra deixar meu amor
falar do bem.
Colocando na máquina de lavar toda essa roupa suja que diz respeito a ela para centrifugar com o sempre agradável amaciante poético dos teus versos! Mais um baita texto, como era de se esperar desse escritor sensivelmente instigado! Grande abraço, meu velho.
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