De vez em quando, um fantasma ou outro, ele reaparece, desgraçado, um osso quebrado, um projeto aqui e outro ali, tantas coisas, certezas e incertezas, tragédias no jornal, tragédia no vizinho, cansaço físico, cansaço psicológico, cansaço emocional, uma cara amarrada aqui, outra lá adiante, essa tala que incomoda, um sorriso de bebê na foto há pouco vista, a dor naquele que tanto amo, o meio-ócio, o canto dos pássaros, os olhos marejados daquela que segura as pontas, o cansaço daquele outro tranquilo e amável, o céu meio cinza e meio azul, o calor, as tantas palavras jogadas na lata do lixo e não antes de mancharem e machucarem bastante coisa, a maldita tecnologia que as faz possíveis, o atestado, a quase raiva, a quase vontade de jogar tudo de lado, a incerteza de novo, o desrespeito, o acabrunhamento, a pressão enorme, a falta de tempo, mesmo quando ele parece estar aí, dando sopa, a(s) crise(s), os mil testes no amor, o guarda-chuva na mochila, as provas, as igrejas, a sacola na mão, a falta da falta...
"...passar um cafezinho pro meu filhinho..."
... a voz da mãe rompendo o silêncio, e acalmando o coração.
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